Continuação do tema "As cinco feridas emocionais" de Lise Bourbeau
Feridas da Infância: Toda a criança nasce alinhada com a alegria de ser ela mesma, (primeira fase da vida), para depois conhecer a dor de não poder agir da forma que gostaria (segunda fase), vivendo então um período de revolta, (que é a terceira fase). Como solução para esta situação, ela se conforma, e passa a ser o que querem que ela seja, (quarta fase).
Nem todos passam por todas as fases, algumas pessoas paralisam na terceira fase e vivem em situação de crise e revolta.
É na quarta fase, que nos adaptamos ao que é esperado de nós, que criamos as nossas máscaras de proteção, a fim de evitar viver o sofrimento que experimentamos na ocasião da segunda fase. Cada máscara corresponde às feridas emocionais da infância vividas pelo ser humano.
Conheça as máscaras desenvolvidas de acordo com cada ferida: Rejeição - Escapista ou tendência para fugir da realidade ou de evitar enfrentar problemas e situações difíceis. Abandono - Dependente, alguém sujeito a decisões, ajuda ou domínio de outrem. Humilhação - Masoquista, pessoa que sente prazer (físico ou psicológico) através da própria dor, do sofrimento ou da humilhação. Traição - controlador, pessoa com tendência a dominar, impor decisões ou restringir a autonomia dos outros, agindo frequentemente por perfecionismo ou ansiedade. Injustiça - Rígido - Apego às próprias convicções, tendência para pensar em termos de "certo ou errado", dificuldade em adaptar-se a pensamentos, ideias e novas situações com resistência a pontos de vista diferentes.
O primeiro passo no processo de cura de uma ferida é o reconhecimento da mesma e a sua aceitação, sem resignação.
Olhar e observar sem julgamento é o que levará ao autoconhecimento.